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A Anthropic, empresa de inteligência artificial, pretende iniciar em novembro seu processo de abertura de capital, um mês depois do prazo inicialmente esperado pelo mercado. A mudança de calendário foi noticiada pelo Wall Street Journal no dia 19, com base em fontes próximas ao assunto.
Segundo essas fontes, o adiamento já havia sido decidido antes de ganhar força o debate sobre a velocidade de lançamento de novas tecnologias de IA. O cronograma ainda pode sofrer novas alterações.
Balanço do terceiro trimestre pode reforçar oferta
Assessores avaliam que a espera até novembro permitirá à Anthropic apresentar aos investidores seus resultados do terceiro trimestre. Os números poderiam ajudar a demonstrar que a companhia continua competitiva mesmo após a OpenAI, sua principal rival, lançar em setembro o novo modelo Astra.
A empresa deve começar em breve a procurar potenciais investidores. As projeções de mercado citadas na reportagem apontam para uma avaliação de US$ 2 trilhões e uma captação de até US$ 100 bilhões com o IPO. Se confirmados, os dois valores superariam os recordes estabelecidos pela abertura de capital da SpaceX, em junho deste ano.
Segurança da IA entra na discussão
Um dos principais temas nas conversas com investidores deverá ser o possível impacto financeiro de uma redução no ritmo de lançamento dos modelos de inteligência artificial. O presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, defendeu recentemente que o atual ritmo de desenvolvimento seja desacelerado diante dos riscos associados a sistemas avançados de IA.
Entre investidores de capital de risco que já financiaram a companhia, prevalece a avaliação de que essa ênfase na segurança não deve reduzir a procura pela oferta de ações. Há também o entendimento de que definir desde já uma posição corporativa sobre os riscos da tecnologia pode facilitar a resposta a futuras controvérsias, sobretudo porque uma empresa listada fica submetida a um acompanhamento mais rigoroso dos acionistas.
OpenAI mantém plano de esperar até 2027
A OpenAI, por sua vez, mantém a intenção de não entrar na bolsa antes de 2027. A companhia, porém, estaria em conversas iniciais para uma nova rodada de investimentos baseada em uma avaliação superior a US$ 1,2 trilhão.
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