
Imagem para ajudar a entender a matéria
Missão levará número recorde de satélites
A Coreia do Sul pretende realizar em 7 de outubro o quinto lançamento do Nuri, foguete desenvolvido no país. A decolagem está prevista para ocorrer entre 12h23 e 13h23, no horário local, a partir do Centro Espacial Naro, em Goheung, no sul do território sul-coreano.
O chefe da Administração Aeroespacial da Coreia, Oh Tae-seog, afirmou em um debate no Centro de Imprensa da Coreia, em Seul, que os preparativos avançam normalmente. A missão transportará 15 satélites, o maior número já embarcado em um lançamento do Nuri.
A carga inclui cinco unidades do NeonSat, uma constelação de microssatélites destinada à observação da Península Coreana, e dez CubeSats produzidos por universidades e empresas sul-coreanas.
Separação em órbita será principal desafio
Segundo Oh, o ponto mais delicado da missão será liberar os 15 equipamentos com precisão e colocá-los corretamente em órbita. Os cinco microssatélites do NeonSat viajam agrupados, mas precisarão ser enviados em direções diferentes durante a separação.
O dirigente destacou que a capacidade de transportar satélites variados para diferentes altitudes é essencial para a oferta comercial de serviços de lançamento. Por isso, a missão também servirá para ampliar a experiência técnica do programa espacial sul-coreano.
Foguete passa pelos últimos testes
O Instituto de Pesquisa Aeroespacial da Coreia trabalha na conexão dos três estágios do Nuri, que terá 47 metros de comprimento quando estiver completamente montado. Após essa etapa, serão verificados os sistemas elétricos do veículo.
Se nenhuma anormalidade for encontrada, o foguete será levado à plataforma em 6 de outubro. Oh afirmou que problemas ainda podem aparecer até o dia da decolagem, mas disse esperar que eventuais falhas sejam resolvidas rapidamente. Como o sexto lançamento do Nuri também está em preparação, componentes poderão ser substituídos caso seja necessário.
Vento e atividade solar podem alterar cronograma
As condições meteorológicas serão decisivas. O lançamento será adiado se a velocidade média do vento superar 15 metros por segundo. Dados registrados entre 2016 e 2025 indicam, porém, que os maiores ventos médios observados na região do Centro Espacial Naro no início e em meados de outubro ficaram entre 3 e 5 metros por segundo.
Nenhum tufão afetou a Península Coreana nesse período do ano nos últimos cinco anos. Considerando uma década, foram registrados três. Ainda assim, os responsáveis pela missão ressaltam que a situação só poderá ser confirmada no dia do lançamento.
Explosões de manchas solares também serão monitoradas. Alertas dos níveis mais altos, R4 ou R5, podem provocar falhas nos equipamentos de comunicação dos satélites e do foguete. O instituto aeroespacial acompanhará as condições atmosféricas e do ambiente espacial até a decolagem.
País prepara missões lunares e novo lançador
A Administração Aeroespacial afirmou que pretende acumular experiência por meio de lançamentos repetidos e apoiar o desenvolvimento de foguetes liderado pelo setor privado. Oh classificou os veículos lançadores como infraestrutura estratégica para garantir autonomia no acesso ao espaço.
O governo também avança no desenvolvimento do sucessor do Nuri. Entre os planos anunciados estão o lançamento de um satélite de comunicações para a órbita lunar em 2029 e de um módulo de pouso na Lua, com 1,8 tonelada, em 2032.
A Coreia do Sul ainda mantém a meta de construir até 2035 uma rede própria de comunicações por satélites em órbita baixa. Antes disso, dois equipamentos deverão ser lançados em 2030 para testar o desempenho do sistema.
Comentários
Postar um comentário