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Salas tradicionais encerram atividades
Grandes redes de cinema da Coreia do Sul estão fechando unidades na região de Seul, apesar da recuperação recente de público e faturamento. A Megabox de Sinchon encerra as atividades no dia 21, após quase 20 anos de funcionamento. Inaugurado em 2006 dentro do complexo da estação ferroviária do bairro, o cinema tinha oito salas e cerca de 1.700 lugares. Segundo a empresa, o fechamento foi decidido após o fim do contrato de aluguel.
A unidade da Megabox em Dongdaemun também deixará de funcionar, no dia 30. Aberto em 2008, o complexo operou por quase duas décadas. Antes das despedidas, os dois cinemas promovem sessões especiais: Sinchon voltou a exibir o filme de ficção científica “Projeto Hail Mary”, estrelado por Ryan Gosling, enquanto Dongdaemun programou títulos como a animação “Attack on Titan: The Last Attack”.
Nove complexos a menos nas principais redes
Os fechamentos alcançam outras grandes operadoras. O CGV de Pangyo encerrou as atividades no mês passado, 11 anos depois da inauguração. Mesmo equipado com salas especiais, como IMAX e 4DX, o complexo fechou após o término do contrato de locação. A Lotte Cinema também desativou recentemente suas unidades de Bupyeong e Hapjeong.
Relatórios das três maiores redes do país — CGV, Lotte Cinema e Megabox — mostram que elas somavam 419 complexos no fim de junho deste ano, nove a menos do que os 428 registrados no encerramento do ano passado. A expectativa é de uma nova redução até dezembro. Levantamento do Conselho Coreano de Cinema indica tendência semelhante em todo o país: o número de cinemas caiu de 573 em 2023 para 570 em 2024 e 547 em 2025.
Recuperação ainda não compensa aumento dos custos
Entre janeiro e agosto, os cinemas sul-coreanos receberam 87,26 milhões de espectadores e arrecadaram 898,3 bilhões de won. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o público cresceu 28,9% e a receita avançou 36,4%.
Alguns lançamentos tiveram resultados expressivos. “O Homem que Vive com o Rei” atraiu 16,92 milhões de espectadores e alcançou a segunda maior bilheteria da história do país. “Odisseia” superou 11 milhões de ingressos vendidos neste mês, enquanto “Spider-Man: Brand New Day” ultrapassou a marca de 8 milhões.
A melhora, porém, ainda não deve levar o setor aos níveis anteriores à pandemia. Em 2019, os cinemas sul-coreanos receberam cerca de 226,67 milhões de espectadores e faturaram aproximadamente 1,91 trilhão de won. Segundo um representante do setor, a audiência permanece menor do que antes da Covid-19, enquanto gastos com pessoal, produção e aluguel aumentaram. Nesse cenário, a redução do número de unidades passou a ser vista pelas redes como necessária para recuperar a saúde financeira.
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