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Novo polo de pesquisa deve ser inaugurado ainda neste ano
A AMD pretende abrir na Coreia do Sul, até o fim do ano, seu primeiro centro asiático de excelência em pesquisa de inteligência artificial. O projeto foi discutido em Seul pela presidente da fabricante americana de chips, Lisa Su, e pelo vice-ministro sul-coreano de Ciência e Tecnologia da Informação e Comunicação, Ryu Je-myung.
A reunião, realizada no dia 7 no hotel Four Seasons, deu continuidade a um acordo firmado em setembro. O governo e a empresa avaliaram o andamento da implantação e os detalhes operacionais do centro, cuja localização e modelo de cooperação deverão ser anunciados oficialmente em novembro, após uma reunião do comitê conjunto.
Segundo Lisa Su, a AMD pretende contratar de forma contínua, ao longo dos próximos anos, centenas de pesquisadores e engenheiros especializados na Coreia do Sul. A empresa fornecerá a infraestrutura de hardware de alto desempenho, enquanto universidades e importantes institutos de pesquisa sul-coreanos participarão dos projetos.
Pesquisas incluem robótica, medicamentos e clima
O governo sul-coreano quer ampliar a cooperação entre universidades, empresas e centros de pesquisa para áreas como inteligência artificial física, que abrange aplicações em manufatura e robótica. Desenvolvimento de novos medicamentos, previsão climática e transição energética também estarão entre os campos estudados.
Um dos princípios do centro será a criação de um ecossistema aberto. O plano prevê combinar NPUs — unidades de processamento neural — desenvolvidas na Coreia com GPUs, CPUs e NPUs da AMD em sistemas de computação heterogênea. A estratégia é construir referências próprias de pacotes completos de IA, reduzindo a dependência de uma única gigante estrangeira de tecnologia.
Após a reunião, representantes de 13 empresas sul-coreanas de semicondutores e software de IA participaram de uma mesa-redonda. Entre os pedidos apresentados estavam maior participação no ecossistema ROCm, plataforma de software da AMD, otimização de programas, criação de polos conjuntos de pesquisa e apoio à expansão internacional.
AMD sinaliza adesão a megaprojetos sul-coreanos
Ryu propôs à AMD cooperação em três grandes frentes nacionais: semicondutores, inteligência artificial física e centros de dados de IA. Lisa Su classificou a direção como correta e a visão como ambiciosa, além de manifestar interesse em participar.
A partir de 2027, o governo sul-coreano planeja iniciar um projeto nacional de infraestrutura completa de IA. A iniciativa deverá integrar NPUs locais, GPUs e CPUs estrangeiras, tecnologia CXL e uma plataforma própria de software. Consórcios formados por várias empresas participarão da validação tecnológica e de testes voltados à comercialização.
Para o vice-ministro, o rápido crescimento do mercado de inferência de IA está deslocando a competição global: mais do que o desempenho isolado de cada chip, passam a importar sistemas completos e plataformas integradas. Ele afirmou que o governo apoiará a transformação da cooperação entre empresas globais e a indústria local em resultados concretos.
Samsung e SK Hynix são parceiros estratégicos
Durante a visita, a segunda à Coreia do Sul em sete meses, Lisa Su também se reuniu com Jun Young-hyun, vice-presidente da Samsung Electronics, e Kwak Noh-jung, presidente-executivo da SK Hynix. A executiva afirmou que a AMD depende significativamente da cadeia sul-coreana de fornecedores e considera as duas companhias parceiras essenciais para seus objetivos no mercado de centros de dados.
Em um evento da AMD voltado a jogadores, em Seul, Su disse que a empresa começou a distribuir o acelerador MI455 e o sistema Helios, ambos equipados com memórias HBM4, de sexta geração. Segundo ela, a AMD está satisfeita com a tecnologia e ampliando a produção.
A presidente da companhia afirmou ainda que a cooperação com Samsung e SK Hynix em memórias HBM abrange várias gerações de produtos. No caso da Samsung, a AMD também continuará avaliando oportunidades nas áreas de memória e fabricação de chips.
Su defendeu que o planejamento com fornecedores considere um horizonte de três a cinco anos, e não apenas de um ou dois anos. Ela acrescentou que a AMD pretende investir dezenas de bilhões de dólares em sua cadeia global de suprimentos.
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