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Lançado em 3 de maio de 2002, “Chihwaseon” retrata a trajetória de Jang Seung-eop, pintor do século 19 conhecido pelo nome artístico Owon e considerado uma figura decisiva para os rumos da arte coreana. Dirigido por Im Kwon-taek, o longa rendeu ao cineasta o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes de 2002, dividido com Paul Thomas Anderson, de “Embriagado de Amor”.
Do talento para a imitação à busca de um estilo próprio
A narrativa começa com Jang desconfiando de um admirador japonês que elogia sua obra e, em seguida, retorna à infância do artista. Kim Byeong-mun reconhece o talento incomum do jovem e mais tarde o apresenta ao intérprete Lee Eung-heon, em cuja casa ele amplia seu conhecimento sobre pintura.
Inicialmente um andarilho habilidoso em copiar trabalhos alheios, Jang precisa desenvolver uma linguagem artística própria. Ao mesmo tempo, enfrenta perdas e conflitos pessoais: apaixona-se por So-woon, irmã de Lee, mas o casamento dela encerra o romance. É Kim quem lhe dá o nome Owon e permanece como seu conselheiro, incentivando-o a alcançar a grandeza dos mestres do passado.
O filme também mostra o lado turbulento do pintor. O talento não se transforma facilmente em uma obra singular, e Jang, muitas vezes embriagado, reage com hostilidade até mesmo às pessoas que tentam ajudá-lo.
Arte em meio às mudanças da Coreia
A vida do artista é apresentada tendo como pano de fundo uma Coreia dividida por disputas sobre reformas e pressionada pelas relações com China e Japão. Kim Byeong-mun aparece como alguém que rejeita a política dominada por famílias poderosas e deseja uma nova sociedade. A anexação da Coreia pelo Japão, ocorrida em 1910, fica fora do período retratado.
Com 120 minutos e classificação sul-coreana para maiores de 18 anos, a produção da Taehung Pictures foi distribuída pela Cinema Service. O roteiro é assinado por Im Kwon-taek, Kim Yong-ok e Min Byeong-sam. Choi Min-sik interpreta Jang Seung-eop, acompanhado por Kim Yeo-jin, Ahn Sung-ki, Yoo Ho-jeong e Son Ye-jin.
Reconhecimento internacional
Além do prêmio em Cannes, “Chihwaseon” recebeu avaliações favoráveis da crítica internacional. No Rotten Tomatoes, 83% das 42 resenhas reunidas foram positivas. O Metacritic atribuiu 78 pontos em 100, com base em 21 críticas, classificando a recepção como geralmente favorável.
Em 2020, o jornal britânico “The Guardian” colocou o longa na 13ª posição de sua lista de clássicos do cinema sul-coreano contemporâneo.
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