Eventos são suspensos por preocupação com segurança
A produtora Hive Media Corp cancelou a participação do filme sul-coreano “Assassino(s)” na abertura do Festival Internacional de Cinema de Busan e uma apresentação ao ar livre prevista para 7 de outubro. Segundo a empresa, a decisão considera a segurança do público e dos participantes diante das recentes controvérsias envolvendo a obra.
Os protagonistas Yoo Hae-jin e Lee Min-ho eram esperados na cerimônia de abertura do festival, marcada para o dia 6. No dia seguinte, o diretor Hur Jin-ho e os atores Yoo Hae-jin, Park Hae-il e Lee Min-ho apresentariam o longa ao público durante 20 minutos. A organização de Busan confirmou que retirou os eventos da programação a pedido da produtora.
Também foi cancelada a edição do programa “Actors’ House” dedicada a Lee Min-ho. A atração reúne um ator para rever trabalhos da carreira e conversar sobre sua visão da profissão e histórias dos bastidores.
Encontros com o elenco também são cancelados
A produtora suspendeu ainda todas as apresentações em cinemas previstas entre os dias 3 e 5, durante o segundo fim de semana do filme em cartaz. Esses encontros ocorreriam após as sessões e reuniriam diretor e elenco. Atores coadjuvantes como Ryu Hye-young, Jang Ryul e Choi Yu-ri já haviam decidido não participar.
Em comunicado, a empresa afirmou estar preocupada com a pressão excessiva sofrida por atores e integrantes da equipe fora do contexto da obra. Disse ainda que a suspensão busca proteger os profissionais envolvidos e reduzir possíveis impactos sobre espectadores e funcionários dos cinemas.
Filme enfrenta acusações de distorção histórica
Lançado em 23 de setembro, “Assassino(s)” parte do atentado de 15 de agosto de 1974 que matou Yuk Young-soo, então primeira-dama da Coreia do Sul e mulher do ex-presidente Park Chung-hee. A trama acompanha jornalistas que investigam as circunstâncias e as suspeitas em torno do caso.
Após a estreia, parte do público e do meio político acusou o filme de sugerir um possível envolvimento de Park Chung-hee ou da Agência Central de Inteligência da Coreia nos acontecimentos. A discussão desencadeou acusações de distorção histórica e passou a atingir os atores também em suas atividades publicitárias.
A Kiwoom Securities encerrou uma campanha estrelada por Yoo Hae-jin, e os comentários foram desativados em um anúncio da empresa no YouTube. Uma rede de fast-food que também tem o ator como garoto-propaganda recebeu mensagens de protesto e fechou os comentários em publicações nas redes sociais e em vídeos publicitários. O grupo New Freedom Solidarity anunciou uma manifestação contra produtores e atores do filme para o dia 3.
Entidades do cinema condenam ataques pessoais
O Sindicato dos Produtores da Coreia pediu que o debate se concentre no filme e alertou que as críticas à obra estão se transformando em ameaças contra produtora, diretor, elenco e equipe técnica. A entidade afirmou que divulgar informações pessoais e relações familiares ou pressionar empresas e organizações ligadas aos profissionais ultrapassa os limites da crítica legítima.
A Associação de Produtores Cinematográficos da Coreia também manifestou preocupação com o volume de ataques dirigidos individualmente aos criadores e demais participantes do longa.
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