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Busca por “indústria militar” ganha força
O termo “indústria militar” apareceu entre as buscas em rápida ascensão na Coreia do Sul em 20 de outubro de 2026, após uma sequência de vídeos e reportagens sobre sistemas de armas produzidos no país e o avanço das exportações do setor conhecido como K-Defense.
Na definição mais ampla, a indústria militar reúne empresas e serviços ligados à pesquisa, à fabricação e ao fornecimento de produtos para a defesa nacional. O setor inclui não apenas armas, munições e equipamentos eletrônicos, mas também uniformes, alimentos, combustíveis, logística e manutenção. Sua cadeia envolve áreas como engenharia de precisão, indústria automobilística, construção naval, aviação e eletrônica.
Segundo a plataforma comercial KOTRA Trade Investment 24, novas frentes vêm ganhando espaço com a aplicação de inteligência artificial, segurança cibernética, tecnologias espaciais e sistemas não tripulados. Esse movimento ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas, da competição armamentista e dos gastos militares globais.
Vídeos acumulam centenas de milhares de visualizações
O maior destaque foi um vídeo publicado pela KBS News em 13 de outubro sobre sistemas sul-coreanos destinados a ampliar a capacidade de combate de navios. O conteúdo apresentou recursos defensivos contra ataques inimigos e armamentos para atingir alvos no mar e em terra. Até o dia 20, a publicação somava 1.995.429 visualizações. Outra versão, divulgada no dia 15, havia alcançado 313.166.
Também no dia 15, a emissora econômica MTN informou que o Exército dos Estados Unidos deu o nome “XM1776” a um obuseiro autopropulsado sobre rodas de origem sul-coreana. A referência é ao ano da independência americana. O vídeo registrou 685.587 visualizações.
Na véspera, o mesmo canal abordou o sistema de lançamento múltiplo de foguetes K239 Chunmoo como possível candidato a substituir uma compra espanhola cancelada de equipamentos com tecnologia israelense. A publicação teve 212.795 reproduções.
Outros conteúdos trataram da expansão internacional da indústria de defesa sul-coreana e do caça KF-21. Um vídeo ao vivo do canal YTN Mildeoks chegou a 157.735 visualizações, enquanto uma reportagem da Seoul Economic TV sobre possíveis variáveis envolvendo 120 unidades do KF-21 e o interesse de três países do Sudeste Asiático alcançou 123.257.
Exportações e investimentos entram no radar
No mesmo período, manchetes da imprensa sul-coreana destacaram a transformação do Sacheon Air Show em vitrine para exportações, a possibilidade de produção local do avião FA-50 no México e os planos da Hanwha Aerospace de desenvolver nos Estados Unidos uma capacidade industrial inspirada no modelo sul-coreano de mobilização em tempos de guerra.
Também repercutiram a avaliação do ex-chefe da agência sul-coreana de compras militares Kang Eun-ho de que o país teria apenas três anos de “janela de ouro” para avançar no mercado mundial, a realização da Exposição Internacional de Defesa do Vietnã entre 10 e 13 de dezembro de 2026 e as negociações da Anduril com a Polônia sobre a produção europeia de mísseis interceptadores.
As pesquisas associadas mostram que o interesse ultrapassou a tecnologia militar. Termos equivalentes a “indústria de defesa”, “ações da indústria militar” e “principais empresas do setor” também ganharam visibilidade, indicando atenção de investidores às companhias ligadas a um mercado que se expande de tanques e munições para drones e inteligência artificial.
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