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O termo coreano “육아” (pronunciado aproximadamente “yuk-a”), usado para se referir aos cuidados e à criação dos filhos, apareceu entre as buscas em rápida ascensão no Google Trends em 8 de outubro de 2026. Não há dados confirmados sobre a evolução do volume de pesquisas nem sobre o motivo do aumento.
No mesmo dia, a imprensa sul-coreana publicou reportagens sobre licença parental, apoio a gestantes e famílias, cansaço associado aos cuidados infantis e participação dos avós na criação dos netos. Não foi estabelecida, porém, uma relação entre essas notícias e o crescimento das buscas.
O que significa criar uma criança
Na Coreia do Sul, “육아” é empregado em sentido semelhante a criação ou cuidado infantil. O conceito abrange o acompanhamento da criança até a vida adulta e não se limita a fornecer alimentação, roupas e moradia. Inclui educação, saúde, apoio emocional e estímulo ao desenvolvimento social e cognitivo, com o objetivo de favorecer um crescimento saudável.
Os pais biológicos são os principais responsáveis na maioria dos casos, mas padrastos, pais adotivos, avós, tutores legais e outros familiares também podem assumir essa função. Crianças órfãs ou abandonadas podem receber cuidados de famílias adotivas, serviços de acolhimento, instituições governamentais ou organizações sem fins lucrativos. O Estado e a sociedade também podem participar desse processo.
Licença parental e cuidados dos avós
Entre os temas abordados pela imprensa sul-coreana naquele dia estavam os benefícios de licença parental disponíveis para casais, acordos de apoio a mães e famílias, iniciativas empresariais voltadas à gravidez e à criação dos filhos e mensagens de acolhimento diante da exaustão de quem cuida de crianças.
Também apareceram referências ao “patahara”, expressão usada no Japão para descrever o assédio contra pais trabalhadores que pretendem tirar licença parental, e à chamada criação dos netos na velhice. Uma das notícias tratava da recusa da personalidade televisiva Lee Hye-jung, conhecida como Big Mama, em assumir esse tipo de responsabilidade.
Como o ambiente familiar influencia o desenvolvimento
As práticas de criação variam conforme a época, a origem étnica, a classe social, as preferências familiares e outras características da sociedade. Estudos indicam que a trajetória dos responsáveis — incluindo a qualidade dos vínculos afetivos, questões de saúde mental e experiências adversas — pode influenciar a sensibilidade dos adultos e o desenvolvimento das crianças.
Esses efeitos também podem se prolongar entre crianças adotadas. Pesquisas recentes apontam que uma criação afetuosa por parte dos pais adotivos pode reduzir, ao longo do tempo, problemas emocionais internalizados e comportamentos externalizados. O tema se relaciona ainda a áreas como autoridade parental, psicologia do desenvolvimento, direito de família e educação.
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