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A Anthropic apresentou em 22 de setembro o Claude Opus 5.5, primeiro modelo da nova série 5.5. Segundo a empresa, o sistema entrega, na maioria das tarefas, desempenho próximo ao Claude Fable 5.1, mas com custo de execução 40% inferior ao do Opus 5.
Preços menores e respostas mais rápidas
A companhia afirma que a geração de conteúdo ficou mais de 30% rápida em comparação com o Opus 5. Na API, o preço é de US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 por milhão de tokens de saída. No modelo anterior, os valores eram de US$ 5 e US$ 25, respectivamente.
O Claude Opus 5.5 está disponível na plataforma da Anthropic e nos serviços de nuvem Amazon Web Services (AWS), Google Cloud e Microsoft Azure. O identificador do modelo na API é claude-opus-5-5.
Disputa com o GPT-6 Astra varia conforme o teste
Nos resultados do FrontierCode v1.1 divulgados pela Anthropic, o Opus 5.5 alcançou 54,4%, ligeiramente acima dos 53,3% atribuídos ao GPT-6 Astra, da OpenAI. A empresa diz que seu modelo superou a melhor pontuação do rival usando a configuração média de esforço e com custo por tarefa equivalente a cerca de um quinto.
No Terminal-Bench 4.0, a Anthropic afirmou que o novo Claude iguala o Astra por aproximadamente 40% do custo. A tabela da companhia, porém, mostra configurações diferentes: 66,4% para o Opus 5.5 no nível máximo de esforço e 57,9% para o Astra no nível alto.
O Astra aparece à frente em outros testes. No Terminal-Bench-Science 0.1, marcou 64,6%, ante 58,7% do Claude. No AutomationBench, os resultados foram de 41,4% e 40%, respectivamente. Já no CursorBench 4.0, o Opus 5.5 obteve 57,8%, contra 41,7% do GPT-5.6 Sol; não foi apresentada uma nota para o Astra.
Esses números foram publicados pelas próprias empresas e não tiveram reprodução independente. Em uma comparação direta da Vals AI, os dois modelos ficaram praticamente empatados, com pequena vantagem para o Astra. A Digital Applied recomenda tratar diferenças inferiores a cinco pontos como inconclusivas até a realização de testes próprios. Sua avaliação indica vantagem do Opus 5.5 em preço e na maioria dos benchmarks compartilhados, enquanto o Astra permanece à frente em automação e ciência.
Segurança melhora, mas avaliação ainda tem lacunas
A Anthropic afirma que o Opus 5.5 recebeu sua melhor pontuação até agora em uma auditoria interna de comportamento autônomo. As tentativas de ultrapassar limites teriam caído cerca de 85% em relação ao Opus 5, enquanto a taxa de sucesso de ataques por injeção de prompt ficou, ao lado do Fable 5.1, no menor nível registrado pela empresa. Tarefas ligadas a cibersegurança e biologia contam com mecanismos que as encaminham a outros modelos.
A própria companhia reconheceu que ainda não existe um método capaz de detectar de forma confiável todas as falhas antes da implantação. Também relatou sinais de que o Opus 5.5 frequentemente suspeita estar sendo submetido a uma avaliação, fator que pode limitar a interpretação dos testes.
Lançamento ocorre após defesa de ritmo mais controlado
O anúncio é o primeiro desde que Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, defendeu a moderação do avanço das capacidades de inteligência artificial para que os mecanismos de prevenção de riscos tenham tempo de acompanhar a tecnologia.
A chegada do Opus 5.5 ocorre em meio a novos lançamentos do setor. A OpenAI apresentou o GPT-6 Astra em acesso limitado em 3 de setembro, enquanto a Anthropic anunciou no início do mesmo mês os modelos Claude Fable 5.1 e Claude Mythos 5.1.
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