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A família da enfermeira Kang Su-bin, de 27 anos, chegou a um acordo com o hospital onde ela trabalhava, 113 dias após sua morte. Segundo o Sindicato Coreano dos Trabalhadores da Saúde e da Medicina, os parentes aceitaram o pedido de desculpas da instituição, e o entendimento foi concluído no dia 22.
Kang havia relatado ser vítima de “taeum”, expressão usada na Coreia do Sul para descrever uma forma de assédio e intimidação no ambiente de trabalho da enfermagem. Participaram do acordo a família, o hospital localizado em Gwangju, na província de Gyeonggi, e um grupo de apoio formado por representantes sindicais, religiosos, partidários e de organizações da sociedade civil.
Hospital promete punições e mudanças internas
O hospital informou que publicará uma nota de desculpas em um jornal no início do próximo mês. Também se comprometeu a aplicar punições severas a três pessoas apontadas como responsáveis pelo assédio e ao gestor acusado de ter ignorado a situação.
A instituição deverá ainda nomear consultores externos para auxiliar na reforma de sua cultura organizacional. O cumprimento das medidas será acompanhado em reuniões semestrais, com a participação de duas pessoas indicadas pelo grupo de apoio.
Denúncia havia resultado apenas em advertência
Kang começou a trabalhar no hospital em março de 2023. Ao deixar a instituição, em março do ano passado, denunciou o assédio às autoridades trabalhistas. A investigação reconheceu parte das acusações e determinou que o hospital corrigisse os problemas, mas os funcionários envolvidos receberam apenas uma advertência considerada leve.
Após continuar enfrentando dificuldades, Kang foi encontrada morta em sua residência em 2 de junho deste ano.
O sindicato afirmou que continuará fiscalizando o acordo até que o hospital elimine o assédio e ofereça condições seguras de trabalho aos profissionais de enfermagem. A entidade também cobrou do governo medidas nacionais, argumentando que o “taeum” não deve ser tratado apenas como problema de hospitais ou indivíduos.
A família declarou esperar que os responsáveis reflitam até o fim sobre terem destruído a vida de uma pessoa. Depois da despedida da enfermeira, os parentes realizaram diante da entrada do hospital uma cerimônia budista que marca o 49º dia após a morte e pediram a punição dos envolvidos. O grupo de apoio também promoveu protestos individuais. A investigação policial, conduzida por uma equipe dedicada ao caso, estaria em fase final.
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