
Imagem para ajudar a entender a matéria
Mobilização se espalha pelo país
Estudantes do ensino médio foram às ruas em várias regiões da França no dia 29 para protestar contra as condições das escolas. A mobilização, iniciada na semana anterior nos arredores de Paris, alcançou cerca de 400 dos 3,7 mil estabelecimentos de ensino do país.
Segundo o balanço divulgado, 40 escolas foram bloqueadas e outras 44 registraram tentativas de bloqueio. Os atos chegaram a grandes cidades como Marselha, Bordeaux e Lyon.
Confrontos com a polícia
Em Lille, no norte francês, jovens mascarados incendiaram lixeiras, danificaram pontos de ônibus e painéis publicitários e lançaram garrafas e pedaços de pavimento contra policiais. Em Nantes, no oeste, manifestantes reuniram dezenas de lixeiras para impedir o acesso a uma escola.
A polícia empregou gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar os protestos. Cerca de 440 pessoas foram detidas, e houve feridos entre estudantes e agentes. Em uma escola próxima a Paris, professores formaram uma barreira ao redor dos alunos para protegê-los da ação policial.
Alunos denunciam abandono
Os manifestantes reclamam de jornadas escolares excessivamente longas, salas lotadas, falta de professores e estruturas inadequadas. Também afirmam que as salas de aula permaneceram superaquecidas durante a onda de calor do último verão.
Em Paris, um grupo de 80 estudantes repetiu o lema “passamos mais tempo em aula do que dormindo”. Victoire, de 16 anos, disse que os jovens das áreas periféricas se sentem abandonados e classificou o ambiente escolar como insalubre.
Governo condena episódios de violência
O ministro da Educação, Édouard Geffray, afirmou na rede social X que procedimentos legais foram abertos e classificou a violência como extremamente grave. Segundo ele, justificar os confrontos ou incentivar bloqueios coloca estudantes e funcionários públicos em risco.
O governo acompanha a possibilidade de os protestos estudantis se somarem às greves e manifestações sindicais contra o projeto de orçamento do primeiro-ministro Sébastien Lecornu. Cerca de 10% dos professores franceses aderiram à paralisação.
Comentários
Postar um comentário