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A Coreia do Sul tornou obrigatório, a partir de 14 de outubro, o envio em tempo real dos dados de circulação de ambulâncias privadas ao sistema do governo. A medida do Ministério da Saúde e Bem-Estar usa informações de navegação por satélite para acompanhar localização, trajeto e duração das viagens.
A obrigação, prevista em regulamento da Lei de Atendimento Médico de Emergência promulgado em 13 de julho, vale para empresas de transporte de pacientes e para a organização de assistência social Daehan Rescue Corps. Os dados registrados pelos equipamentos instalados nos veículos devem ser transmitidos imediatamente ao Sistema de Gestão de Registros de Ambulâncias, conhecido pela sigla AiR.
Controle contra as chamadas “ambulâncias falsas”
Administrado pelo Centro Nacional de Emergência Médica, o AiR reúne eletronicamente informações sobre os veículos e as instituições responsáveis, além dos registros de atendimento, despacho e circulação. Com a nova regra, origem, destino, rota e horários de saída e chegada passam a alimentar automaticamente o histórico de cada ambulância. Os operadores ainda poderão acrescentar a finalidade da viagem e a quilometragem acumulada.
Segundo o ministério, o objetivo é coibir o uso particular de ambulâncias sem relação com o transporte de pacientes — prática descrita no país como a das “ambulâncias falsas” — e tornar o serviço mais confiável. Até agora, os registros de GPS armazenados nos veículos eram comparados posteriormente com documentos de circulação, método considerado insuficiente para identificar irregularidades.
As informações coletadas em tempo real serão usadas para verificar se as viagens foram adequadas e para apoiar inspeções realizadas pelos governos locais.
Sistema deverá detectar trajetos suspeitos
Nesta primeira etapa, o governo concentrará os dados de circulação. Para 2027, está prevista a inclusão de uma ferramenta capaz de analisar o histórico, identificar automaticamente possíveis deslocamentos irregulares e alertar a autoridade responsável.
O governo também pretende reforçar o controle sobre os seguros obrigatórios das ambulâncias. Atualmente, a apresentação do certificado durante inspeções periódicas não permite descobrir imediatamente se a apólice foi cancelada depois da fiscalização. O ministério discute integrar ao AiR dados do setor de seguros para verificar permanentemente a situação de cada veículo.
Lee Jung-gyu, responsável pela política de saúde pública no ministério, afirmou que a mudança cria uma base para fiscalizar eletronicamente a circulação das ambulâncias e torna mais efetivo o combate às irregularidades. Segundo ele, o governo continuará ampliando o sistema e examinando usos inadequados para oferecer um transporte de pacientes mais seguro.
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