Coreia do Sul seleciona 33 universidades para programa de especialização em IA, chips e setores estratégicos

Coreia do Sul seleciona 33 universidades para programa de especialização em IA, chips e setores estratégicos

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O Ministério da Educação da Coreia do Sul anunciou nesta quinta-feira (12) a seleção de 33 instituições para um novo programa que busca concentrar recursos universitários em áreas consideradas competitivas ou estratégicas, como semicondutores, inteligência artificial, aviação, baterias e produção de alimentos.

O governo sul-coreano prevê investir cerca de 600 bilhões de won ao longo de cinco anos, de 2026 a 2030. A iniciativa foi criada em resposta à redução da população em idade escolar e às mudanças na estrutura industrial do país, com foco no fortalecimento de universidades privadas.

Verbas condicionadas à redução de vagas

Foram escolhidas 16 universidades de quatro anos localizadas fora da região metropolitana de Seul e 17 instituições de formação profissional de curta duração, distribuídas tanto na capital quanto em outras regiões.

Dos 119 bilhões de won previstos para este ano, 85 bilhões serão destinados às universidades de quatro anos e 34 bilhões às instituições profissionais. Em média, cada grupo receberá, respectivamente, cerca de 5 bilhões e 2 bilhões de won.

O financiamento terá contrapartidas. Até o ano letivo de 2030, as instituições deverão reduzir em pelo menos 3% o número de vagas oferecidas em relação a 2026. Também terão de reorganizar cursos, departamentos e faculdades para concentrar professores, infraestrutura e orçamento nas áreas escolhidas.

As universidades precisarão apresentar medidas para preservar o direito à educação dos estudantes matriculados em cursos que forem reduzidos ou encerrados. A avaliação considerou a justificativa para a escolha de cada especialização, a inovação curricular e os sistemas de apoio à carreira e à inserção profissional.

Semicondutores, IA e defesa entre as prioridades

Entre as universidades de quatro anos, a Sun Moon concentrará esforços em materiais, processos e equipamentos para semicondutores. Kyungwoon e Chodang escolheram a aviação, enquanto a Dongshin terá como foco o setor de energia.

A Pai Chai pretende articular inteligência artificial e IA física — aplicada a máquinas e sistemas que interagem com o mundo real — com defesa e indústria militar. A instituição planeja oferecer 14 especializações, incluindo engenharia de drones e robótica, além de criar uma escola voltada à chamada K-Defense.

Outros projetos incluem indústria marítima na Tongmyong, K-Food na Woosong, conteúdos culturais e propriedade intelectual na Kyungnam e desenvolvimento de produtos culturais com IA e tecnologias digitais na Mokwon. Também aparecem iniciativas ligadas a K-Culture, agricultura, serviços, saúde e cuidados integrados.

Formação técnica mira transformação industrial

As instituições profissionais darão prioridade à adoção de IA pela indústria e ao ensino diretamente ligado às atividades de trabalho. A Gumi ampliará de quatro para sete os cursos especializados em IA física, incluindo um novo departamento de engenharia de robôs com inteligência artificial.

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Gyeonggi reorganizará sua estrutura em torno de cinco áreas: projeto, fabricação, robótica, controle de equipamentos e IA. Um centro de treinamento oferecerá atividades práticas que cobrem todo o processo industrial, do desenho e usinagem ao controle de robôs, inspeção por IA e medição de precisão.

Outras instituições selecionadas trabalharão com semicondutores, manufatura avançada, baterias, agricultura inteligente, K-Food, conteúdo cultural, saúde digital e bem-estar integrado com inteligência artificial.

Recursos dependerão do desempenho

A lista definitiva será confirmada após o período de contestações. O valor repassado a cada universidade poderá variar conforme os resultados das avaliações anuais e intermediárias. Depois de dois anos, uma revisão decidirá se o apoio terá continuidade. Ao fim do programa, o governo poderá acompanhar a execução dos compromissos por até cinco anos.

A exigência uniforme de redução de vagas provocou críticas. O argumento é que a mesma meta foi aplicada tanto a universidades privadas com histórico de vagas ociosas quanto a instituições que mantiveram maior competitividade e teriam menor necessidade de enxugamento.

A vice-ministra da Educação, Choi Eun-ok, afirmou que o programa permitirá às universidades realizar reformas com maior autonomia, concentrar recursos em suas especialidades e oferecer ensino de melhor qualidade. Segundo ela, o governo apoiará esse processo com financiamento e flexibilização regulatória.

As instituições selecionadas também receberão benefícios administrativos, como exceções em processos de contratação de professores não permanentes e regras mais flexíveis para o aluguel de terrenos e instalações. Algumas universidades resultantes da integração entre instituições de quatro anos e profissionais poderão ainda conceder diplomas de formação superior de curta duração.

Source: Original Korean article - Trendy News Korea

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