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Mercado de álbuns volta a crescer
As vendas anuais de álbuns de K-pop devem ultrapassar novamente a marca de 100 milhões de unidades, segundo projeção divulgada por Kim Jin-woo, jornalista especializado em dados musicais da Circle Chart, uma das principais paradas da indústria sul-coreana.
De janeiro a setembro, os 400 títulos mais vendidos da Circle Chart acumularam 7,6 milhões de unidades a mais do que no mesmo período do ano anterior. O resultado indica uma recuperação após duas quedas consecutivas: as vendas passaram de 115,77 milhões de cópias em 2023 para 93,28 milhões em 2024 e 86,38 milhões em 2025.
O desempenho do quarto trimestre deve determinar o resultado final. Entre os fatores apontados para a retomada estão o retorno de grandes grupos, como o BTS, e a expansão dos chamados álbuns de plataforma.
Álbuns viram chaveiros, bonecos e fones
Em vez de trazer um CD, o álbum de plataforma dá acesso às músicas e a conteúdos relacionados por meio de QR code ou tecnologia NFC. O formato também passou a incorporar produtos colecionáveis: o NCT Wish lançou uma versão em forma de chaveiro, o Ive apostou em um boneco e o Day6 apresentou um modelo com fones intra-auriculares.
A estratégia acompanha uma mudança no consumo musical. Com o streaming consolidado e o uso de tocadores de CD em queda, as versões digitais associadas a itens físicos procuram preservar o apelo de colecionar um álbum. Segundo um representante de uma grande agência, produtos que podem ser usados ou carregados também despertam o interesse de consumidores que não são necessariamente fãs dos artistas.
Os álbuns de plataforma representavam 11,3% das vendas do top 400 em 2023. Em setembro deste ano, a participação havia subido para 17,8%, avanço de 6,5 pontos percentuais. O volume anual passou de 13 milhões de unidades em 2023 para 15,8 milhões no ano passado.
Formato ganha valor e participação
O preço médio de distribuição desses álbuns também aumentou. Segundo a Circle Chart, o valor passou de 8.740 won em 2023 para 11.305 won no acumulado até setembro, alta de 29,3%. A cotação média é superior à dos álbuns em CD, sinal de que o formato deixou de ser apenas uma alternativa e se tornou um produto de maior valor agregado.
Kim avalia que o crescimento simultâneo dos álbuns de plataforma, ligados principalmente a ídolos, e dos discos de vinil mostra uma indústria menos concentrada na disputa por volume e mais voltada a produtos de maior rentabilidade.
A ausência do CD também é apresentada como uma forma de reduzir o uso de plástico. Para o analista, a maior atenção dos fãs a critérios ambientais, sociais e de governança ajudou o formato a superar a resistência inicial. Com participação já próxima de 20%, ele prevê que os álbuns de plataforma poderão alcançar 30% do mercado e passar a competir diretamente com o CD.
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