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Acordo prevê produção e suporte de longo prazo
A Lockheed Martin e o governo dos Estados Unidos anunciaram, em 22 de outubro, um acordo preliminar para produzir e dar suporte a pelo menos 850 caças F-35 ao longo de dez anos. O plano abrange os lotes de produção 21 a 30 e inclui aeronaves destinadas às Forças Armadas americanas e a clientes internacionais.
A meta global é fabricar cerca de 156 unidades por ano. Além dos aviões, o entendimento contempla peças de reposição iniciais, kits de atualização de desempenho e serviços de manutenção e operação. O governo americano pretende administrar conjuntamente a demanda por componentes e equipamentos para ampliar a escala das compras e reduzir custos, além de integrar a gestão da manutenção da frota mundial de F-35.
Programa pode superar US$ 78 bilhões
O anúncio ainda não representa uma ordem definitiva de compra. Preços e calendários de entrega dependerão da autorização do Congresso dos Estados Unidos para aquisições plurianuais e da aprovação dos recursos necessários.
Considerando apenas o preço das aeronaves, o programa é estimado em pelo menos US$ 78,2 bilhões. O valor final pode aumentar de acordo com a combinação de versões adquiridas, a inflação e os custos de mão de obra.
O F-35 Lightning II é um caça furtivo de quinta geração produzido pela Lockheed Martin e uma das principais aeronaves táticas das forças americanas. A versão mais barata custa cerca de US$ 92 milhões por unidade. O F-35B, utilizado pelos fuzileiros navais, chega a US$ 121 milhões, enquanto o F-35C, desenvolvido para a Marinha, custa aproximadamente US$ 110 milhões.
Investimentos na cadeia de produção
A Lockheed Martin informou que aplicará pelo menos US$ 7 bilhões de recursos próprios nas atividades ligadas ao F-35. O dinheiro será destinado à modernização das linhas de produção, à ampliação da cadeia de fornecedores, ao aumento da eficiência e ao reforço dos estoques de peças, das instalações de manutenção e das equipes especializadas.
A empresa afirmou que a previsibilidade oferecida pelo acordo permitirá antecipar investimentos. Michael Duffey, subsecretário de Defesa dos Estados Unidos responsável por aquisições, classificou a iniciativa como uma nova forma de estabilizar a base produtiva da indústria de defesa americana. Segundo ele, os incentivos financeiros às empresas serão vinculados aos resultados efetivos de produção, com o objetivo de entregar os armamentos dentro dos prazos exigidos pelas Forças Armadas.
OJ Sanchez, presidente da divisão aeronáutica da Lockheed Martin, disse que os investimentos devem ampliar não apenas a capacidade das atuais linhas de montagem, mas também a estrutura de fornecedores, instalações, centros de manutenção e equipes.
Anúncio impulsiona buscas e vídeos sobre o F-35
A divulgação do plano de 850 aeronaves provocou um aumento das buscas pelo F-35 e pela Lockheed Martin. Um vídeo publicado por Aaron Rheins em 22 de outubro, com o título “850 New F-35s”, acumulava 487.803 visualizações até 25 de outubro.
Outro vídeo, divulgado em 19 de outubro e dedicado à fábrica do F-35 em Fort Worth, registrava 123.573 visualizações. Já imagens publicadas em 24 de outubro, mostrando um helicóptero CH-53K dos fuzileiros navais transportando um F-35C com as pontas das asas removidas, somavam 145.301 visualizações.
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