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A ministra das Pequenas e Médias Empresas e Startups da Coreia do Sul, Lee So-young, rebateu neste dia 10 as críticas do Partido da Inovação da Coreia sobre uma possível diferenciação do salário mínimo conforme o setor de atividade. Segundo ela, uma resposta dada durante uma auditoria parlamentar foi apresentada de forma isolada e interpretada como apoio à proposta, posição que afirma rejeitar há anos.
Resposta no Parlamento provoca reação
Durante uma auditoria da Assembleia Nacional no dia 7, a deputada Cho Ji-yeon, do conservador Partido do Poder Popular, perguntou à ministra sobre os custos trabalhistas enfrentados por pequenos comerciantes e sobre a adoção de pisos salariais distintos por setor. Lee respondeu que era um tema que exigia reflexão.
Na ocasião, a ministra também afirmou reconhecer que o debate coloca em conflito dois grupos vulneráveis: trabalhadores de baixa renda e pequenos empresários. Ela acrescentou que aumentos do salário mínimo podem levar donos de negócios muito pequenos a trabalhar sem funcionários.
O comitê trabalhista do Partido da Inovação classificou a declaração como um retrocesso. Para a legenda, retomar uma proposta já rejeitada pelo órgão responsável pela definição do salário mínimo enfraquece o objetivo central da política e pode institucionalizar diferenças entre trabalhadores, perpetuar baixos salários e prejudicar sobretudo mulheres e jovens, que representam parcela relevante da mão de obra vulnerável.
Proposta foi rejeitada em junho
Em junho, a Comissão do Salário Mínimo votou a possibilidade de estabelecer valores diferentes para o ano seguinte conforme o setor. A proposta foi rejeitada por 14 votos a 11, com um voto inválido.
O Partido da Inovação pediu que o governo do presidente Lee Jae-myung e o ministério abandonem a ideia. A legenda argumentou que reduzir a remuneração dos trabalhadores mais vulneráveis, em vez de enfrentar problemas estruturais, apenas amplia o conflito entre empregados e pequenos empresários.
A contestação também surgiu dentro do Partido Democrático, ao qual Lee So-young pertence. O deputado Kim Yong-min declarou no dia 8 que o salário mínimo não deve funcionar como uma “etiqueta de preço do trabalho” variável por atividade. Segundo ele, setores em dificuldade devem receber mais apoio governamental, em vez de pagar pisos menores.
Ministra nega apoio à diferenciação
Em publicação no Facebook na noite do dia 10, Lee afirmou que reconhece as dificuldades dos pequenos comerciantes, mas mantém há muito tempo uma posição contrária à diferenciação do salário mínimo por setor. Ela disse que, durante a própria audiência, foram mencionadas declarações anteriores suas sobre o risco de estigmatização das atividades submetidas a pisos inferiores.
Para a ministra, quem acompanhou integralmente a sessão entendeu que ela não apoiava a proposta. Lee lamentou que partidos e parlamentares tenham reagido com base em uma formulação resumida de sua resposta, sem verificar o conteúdo completo nem seu posicionamento anterior. Ela também divulgou registros de declarações passadas para sustentar a contestação.
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