
Imagem para ajudar a entender a matéria
Nova rota marca retorno de voos internacionais a Yangyang após quatro anos
A companhia aérea sul-coreana Parata Air começará a operar voos internacionais regulares entre o Aeroporto Internacional de Yangyang, na província de Gangwon, e o Aeroporto Internacional de Xangai-Pudong, na China, em 21 de dezembro de 2026. O anúncio foi feito em 22 de outubro, e a nova rota marcará a retomada dos voos internacionais regulares de Yangyang após cerca de quatro anos.
Os voos serão realizados duas vezes por semana, às segundas e sextas-feiras, com aeronaves Airbus A320-200 de 174 assentos. As vendas de passagens começaram às 10h de 26 de outubro. A tarifa mais baixa anunciada, com taxas incluídas, foi de 228.200 won sul-coreanos. A companhia também lançou ofertas promocionais para estimular a procura durante a baixa temporada de inverno, em uma rota com operações previstas para horários noturnos.
Da Fly Gangwon à Parata Air: a trajetória da companhia
A empresa foi fundada em 12 de abril de 2016, inicialmente com o nome Fly Yangyang, com o objetivo de estabelecer uma companhia aérea regional baseada no aeroporto de Yangyang. Em 2018, passou a se chamar Fly Gangwon para reforçar sua associação com a região. Após receber a licença de transporte aéreo em 2019, iniciou operações domésticas entre Yangyang e Jeju em 22 de novembro daquele ano, além de inaugurar voos internacionais para Taipé e, posteriormente, Taichung, em Taiwan.
A expansão também incluiu rotas domésticas para destinos como Seul, Daegu e Yeosu, além da incorporação de aeronaves Airbus A330-200, destinadas a voos de maior alcance. Entretanto, a pandemia de Covid-19 e a deterioração das finanças levaram à suspensão por tempo indeterminado das operações domésticas e internacionais a partir de 2023. Com pagamentos de arrendamento em atraso, a companhia devolveu aeronaves alugadas e entrou em processo de recuperação judicial em 16 de junho daquele ano.
A empresa de eletrodomésticos Winix foi escolhida como compradora em 3 de junho de 2024. Após a aprovação judicial da aquisição, no fim de julho, a companhia adotou o nome Parata Air em agosto. Em setembro, apresentou uma nova identidade visual, com um símbolo inspirado em três letras A do nome PARATA, representadas como aves em voo.
Retomada das operações e expansão internacional
Em 2025, a Parata Air começou a reconstruir sua frota com aeronaves Airbus A330-200 e A320-200. Em 8 de setembro, recebeu novamente do Ministério de Terras, Infraestrutura e Transportes da Coreia do Sul o Certificado de Operador Aéreo (AOC), autorização necessária para operar voos comerciais. A emissão ocorreu após o endurecimento dos critérios de segurança adotados pelo governo sul-coreano na sequência de um acidente envolvendo a Jeju Air.
A venda de passagens foi retomada em 11 de setembro de 2025. Os voos domésticos voltaram no fim daquele mês, com a ligação Yangyang–Jeju, seguidos pela rota Gimpo–Jeju em outubro. A expansão internacional incluiu destinos no Japão, como Tóquio e Osaka, e no Vietnã, como Da Nang e Phu Quoc, além da inclusão de Sapporo e Hanói na rede.
Modelo híbrido e aumento da ocupação
A Parata Air se apresenta como a 11ª companhia aérea sul-coreana e utiliza os aeroportos de Incheon e Yangyang como bases de operação. Sua estratégia combina aeronaves A330 para rotas de médio e longo alcance com A320 para trajetos de curta e média distância. A empresa também oferece a categoria de assentos Business Smart, posicionada entre os serviços tradicionais das companhias de baixo custo e os das grandes empresas aéreas. Refeições, bagagens e outros serviços são adaptados conforme as características de cada rota.
Segundo os dados divulgados, a ocupação dos voos internacionais ficou na faixa de 60% no primeiro mês de operação, em novembro de 2025. Em março de 2026, subiu para aproximadamente 95%, o maior índice entre as companhias aéreas sul-coreanas naquele período. A empresa também informou manter níveis de pontualidade superiores à média do setor.
Além do transporte de passageiros, a companhia busca ampliar suas receitas com o transporte de cargas nos compartimentos inferiores das aeronaves, especialmente nas rotas para o Vietnã. Também estabeleceu parcerias com empresas globais de manutenção, reparo e revisão de aeronaves e criou um centro próprio de treinamento aeronáutico.
Desafio financeiro continua no radar
Apesar da retomada operacional, a situação financeira permanece como um ponto de atenção. De acordo com informações publicadas em 12 de junho de 2026, a Parata Air apresentava patrimônio líquido negativo superior ao valor de seus ativos no fim do primeiro trimestre, com um déficit patrimonial de aproximadamente 30,1 bilhões de won. O passivo total aumentou de 27,8 bilhões para 212,9 bilhões de won.
A antecessora Fly Gangwon também havia enfrentado uma situação de capital totalmente comprometido em março de 2021. A nova ligação com Xangai representa mais um passo na expansão da Parata Air, mas a capacidade de sustentar o crescimento dependerá também de sua recuperação financeira e da manutenção da demanda por suas rotas.
Comentários
Postar um comentário