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Deputados governistas e de oposição entraram em confronto nesta segunda-feira (6), durante a auditoria parlamentar do Ministério do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul. No centro da disputa estavam o projeto de um polo de semicondutores na região de Honam, no sudoeste do país, e as negociações sobre investimentos sul-coreanos nos Estados Unidos, incluindo o desenvolvimento de gás natural liquefeito (GNL) no Alasca.
Orçamento para semicondutores divide deputados
Parlamentares do conservador Partido do Poder Popular criticaram a concentração de projetos e recursos públicos em Honam. Cho Ji-yeon afirmou que, dos cerca de 3 trilhões de won previstos para três megaprojetos, mais de 1 trilhão de won seria destinado ao polo de semicondutores de Honam, enquanto Daegu e a província de Gyeongsang do Norte receberiam aproximadamente 14,8 bilhões de won. Segundo ela, a distribuição favoreceria um modelo de crescimento concentrado em uma única região.
Yoon Han-hong, também do Partido do Poder Popular, disse que o anúncio de investimentos de US$ 600 bilhões — cerca de 800 trilhões de won — em Honam poderia ampliar a pressão dos Estados Unidos por aportes sul-coreanos, em um momento em que os investimentos no mercado americano somam US$ 200 bilhões. Park Sung-min, por sua vez, classificou o projeto como inviável e afirmou que há diversos fatores capazes de interromper sua execução.
O governista Partido Democrático respondeu que a iniciativa faz parte de uma estratégia de desenvolvimento regional equilibrado e que a localização foi escolhida pelas próprias empresas. Park Hee-seung afirmou que, quando todas as fábricas de semicondutores previstas para Yongin estiverem concluídas, a disponibilidade adicional de água será de apenas 80 mil toneladas. Segundo ele, Samsung e SK Hynix optaram pelo sudoeste por causa da oferta de água e eletricidade, sem imposição do governo.
Song Jae-bong acrescentou que o governo não determinou nem o volume dos investimentos nem a localização das fábricas. Ele também destacou que diferentes regiões do país já recebem projetos ligados a materiais, componentes, equipamentos, fabricação e encapsulamento de chips.
Debate chega a representante sindical
A discussão também envolveu Choi Seung-ho, dirigente de uma seção sindical da Samsung Electronics, convocado como testemunha. Choi havia declarado anteriormente a um veículo de imprensa que a própria companhia considerava oneroso o projeto de semicondutores de Honam.
O deputado governista Jeong Jin-wook questionou se o sindicato se opunha ao desenvolvimento regional equilibrado e acusou o dirigente de apresentar informações enganosas sobre um projeto nacional. Yoon Han-hong reconheceu aspectos positivos da iniciativa, mas acusou o Partido Democrático de mudar de posição por interesse regional: segundo ele, a legenda havia se oposto a usinas nucleares e barragens em projetos de semicondutores em Yongin e Pyeongtaek, mas agora defende essa infraestrutura para Honam.
Projeto de GNL no Alasca entra na pauta
O investimento no projeto de GNL do Alasca também provocou embate. A deputada Choi Soo-jin, do Partido do Poder Popular, afirmou que a Coreia do Sul não aderiu ao empreendimento ao longo dos últimos 40 anos por falta de viabilidade econômica. Ela criticou o fato de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgar como confirmado um investimento sul-coreano de US$ 50 bilhões, classificando a situação como um desastre comercial sem precedentes.
Jeong Jin-wook defendeu a atuação do ministro Kim Jung-kwan nas negociações com Washington e afirmou que ele tem protegido os interesses sul-coreanos. O deputado comparou o ministro ao general Seo Hui, figura histórica coreana lembrada por sua habilidade diplomática.
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