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Deputado sul-coreano protesta contra negativa de visto dos Estados Unidos
O deputado sul-coreano Jin Seong-jun, presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia Nacional, afirmou em 28 de outubro que não conseguiu obter um visto americano para uma visita oficial ao Comando do Pacífico dos Estados Unidos, no Havaí. O caso ganhou destaque nas buscas na internet e provocou reações no meio político sul-coreano.
Jin, integrante do Partido Democrático da Coreia e representante do distrito de Gangseo B, em Seul, declarou que a decisão causa forte indignação. Segundo ele, a negativa desrespeita a posição do Parlamento sul-coreano e prejudica os princípios de respeito mútuo e confiança que sustentam a aliança entre Seul e Washington.
Visita oficial prevista para novembro
A delegação parlamentar planejava visitar o Comando do Pacífico entre 1º e 5 de novembro para discutir o fortalecimento da cooperação em segurança entre os dois países e o desenvolvimento da aliança bilateral. O grupo seria liderado por Jin e incluiria os deputados Kim Byung-joo, do Partido Democrático; Lim Jong-deuk, do Partido do Poder Popular; e Chun Ha-ram, do Partido da Reforma.
De acordo com Jin, reuniões com o comandante do Comando do Pacífico e outras autoridades importantes dos Estados Unidos já estavam confirmadas. Os parlamentares haviam solicitado vistos oficiais da categoria A-2, destinada a determinados representantes governamentais em missão oficial, mas o documento de Jin ainda não havia sido emitido até 28 de outubro.
O deputado afirmou que as autoridades americanas solicitaram cópias das decisões judiciais de um processo antigo, desde a primeira instância até a decisão final. A tradução dos documentos para o inglês estava em andamento. Jin considerou a exigência difícil de compreender, lembrando que já havia visitado o mesmo comando em março de 2014, quando integrava a 19ª legislatura sul-coreana.
Controvérsia política ganha força
O episódio ocorre após outro parlamentar sul-coreano, Jung Cheong-rae, também enfrentar atrasos na emissão de um visto americano, situação que teria prejudicado a programação de uma auditoria parlamentar. Jin citou o caso para criticar o que considera uma restrição às atividades soberanas do Legislativo e aos esforços para aprofundar a cooperação entre os aliados.
Shin Jang-sik, representante do Partido da Inovação da Coreia, pediu uma solução rápida e defendeu que o Ministério das Relações Exteriores sul-coreano apresente protestos e intensifique as negociações com Washington.
Já Lee Jun-seok, deputado do Partido da Reforma, criticou a situação em uma publicação no Facebook em 28 de outubro, afirmando que a posição da Coreia do Sul na aliança com os Estados Unidos estaria se tornando motivo de ridículo. Lee também mencionou o histórico judicial de Jin, condenado em 1991 a três anos de prisão e três anos de suspensão de direitos em um caso relacionado à Lei de Segurança Nacional, após ter sido processado durante o serviço militar.
Vídeos sobre a negativa de visto e a reação do parlamentar também circularam na internet. Entre os registros contabilizados em 28 de outubro, um vídeo da emissora Yonhap News TV tinha 4.362 visualizações, enquanto um vídeo do canal Kang Shin-up TV somava 10.303. A repercussão combinou o questionamento diplomático com a disputa política interna sobre o passado do deputado.
Jin reiterou seu protesto e pediu uma mudança de postura por parte dos Estados Unidos. Até o momento descrito no relato, a questão documental permanecia em andamento, colocando em dúvida a participação do presidente da Comissão de Defesa na visita parlamentar programada para novembro.
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