Sob pressão de Trump, Ucrânia suspende informalmente ataques a refinarias russas, diz WSJ

Sob pressão de Trump, Ucrânia suspende informalmente ataques a refinarias russas, diz WSJ

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Decisão ocorre em meio à pressão diplomática e à dependência militar dos EUA

A Ucrânia suspendeu informalmente os ataques contra refinarias de petróleo na Rússia em meio à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo reportagem publicada pelo jornal americano The Wall Street Journal (WSJ) no dia 29. A medida teria sido adotada para evitar uma deterioração ainda maior das relações com Washington e preservar o apoio militar americano.

De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, unidades ucranianas responsáveis por operações de longo alcance receberam, em meados de outubro, orientações para interromper os ataques a instalações petrolíferas russas assim que concluíssem as missões em andamento.

O ministro da Defesa da Ucrânia, Yevhen Hmara, teria recomendado ao presidente Volodymyr Zelensky que suspendesse temporariamente essas operações diante da delicada situação diplomática. Zelensky aceitou a recomendação, mas teria deixado claro que os militares poderiam retomar os ataques quando considerassem necessário.

Trégua sem confirmação oficial

O governo ucraniano não confirmou oficialmente a suspensão. Em 27 de outubro, Zelensky afirmou que as forças militares haviam adotado uma postura mais cautelosa nos dias anteriores, mas negou ter recebido uma ordem para deixar de atacar refinarias russas. Segundo ele, unidades de drones continuavam atingindo diferentes alvos dentro da Rússia.

O último ataque conhecido contra uma instalação petrolífera russa ocorreu em 20 de outubro, quando forças ucranianas atingiram uma estação de bombeamento do oleoduto Druzhba, na região de Tambov. Desde então, não foram identificadas novas operações contra a infraestrutura petrolífera do país.

A suspensão informal poderá durar até a eleição legislativa americana de 3 de novembro ou até meados do mês, com possibilidade de extensão. A Ucrânia vinha atacando refinarias e instalações de transporte de petróleo para reduzir as receitas de exportação que ajudam a financiar a guerra russa.

Preços dos combustíveis e restrições militares aumentam a pressão

Trump tem atribuído à campanha ucraniana contra as refinarias russas parte da responsabilidade pela alta dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. Em 11 de outubro, ele chegou a anunciar unilateralmente que Rússia e Ucrânia haviam concordado com uma trégua energética.

Zelensky declarou na ocasião que Kiev estaria disposta a participar de um acordo caso Moscou também interrompesse os ataques. No entanto, a Rússia continuou suas ofensivas com mísseis e drones contra cidades e instalações energéticas ucranianas, aumentando as vítimas civis.

A pressão americana também ocorreu em meio a restrições no apoio tecnológico e militar. Em 14 de outubro, foram aplicados limites de velocidade ao serviço Starlink utilizado pelas forças ucranianas, afetando operações de drones contra linhas de abastecimento russas e algumas ações de defesa aérea. O serviço foi normalizado em 24 de outubro, depois que Trump pediu ao empresário Elon Musk, presidente-executivo da SpaceX, que restabelecesse o funcionamento.

O governo americano afirma que a recuperação do Starlink não teve relação com a suspensão dos ataques às refinarias. Alguns representantes ucranianos, porém, consideram que os dois episódios funcionaram, na prática, como instrumentos de pressão.

Segundo o WSJ, a liderança ucraniana teme perder completamente o apoio militar dos Estados Unidos. Além do sistema Starshield, versão militar da tecnologia Starlink, Kiev depende do compartilhamento de informações de inteligência e dos sistemas de defesa antimíssil Patriot fornecidos pelos americanos. Esse cenário teria pesado na decisão de suspender as operações de longo alcance contra instalações energéticas russas.

Enviado de Trump pediu suspensão por pelo menos 30 dias

Outro episódio relevante ocorreu em 20 de outubro, quando Jared Kushner, enviado especial de Trump e genro do presidente americano, reuniu-se com Zelensky em Oslo, na Noruega. Segundo informações citadas pelo WSJ, Kushner voltou a pedir a interrupção dos ataques às refinarias por pelo menos 30 dias.

A justificativa apresentada teria sido que a Ucrânia deveria demonstrar reconhecimento pelos esforços diplomáticos americanos de mediação com a Rússia.

Em contrapartida, representantes ucranianos teriam solicitado um acordo de suspensão mútua dos ataques contra instalações energéticas, mais mísseis Patriot e autorização para utilizar o Starshield em operações dentro do território russo. A reunião, contudo, não teria produzido avanços significativos nessas demandas.

Eleição americana influencia o cálculo diplomático

A proximidade das eleições legislativas de 3 de novembro também aumenta a sensibilidade política em torno dos preços da energia nos Estados Unidos. Integrantes do Partido Republicano temem que combustíveis caros prejudiquem o desempenho eleitoral da legenda. Para reduzir os custos enfrentados por agricultores e consumidores americanos, o governo Trump flexibilizou sanções sobre o diesel russo.

Países europeus aliados também teriam recomendado cautela à Ucrânia, preocupados com a possibilidade de que um agravamento das divergências entre Washington e Kiev comprometa a estrutura de apoio militar e diplomático ao país.

O distanciamento ficou evidente até em algumas unidades ucranianas na linha de frente, onde foram registrados movimentos para retirar símbolos relacionados aos Estados Unidos e bandeiras americanas. Segundo o WSJ, existe na Ucrânia uma percepção disseminada de que o governo Trump vem adotando posições favoráveis à Rússia durante as negociações.

Source: Original Korean article - Trendy News Korea

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