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O mercado de criptomoedas voltou a operar sob pressão em 7 de novembro. Às 9h30, no horário da Coreia do Sul, o Bitcoin era negociado a US$ 75.860, acumulando queda de 1,4% em sete dias. O Ethereum, por sua vez, apresentava relativa estabilidade, cotado a US$ 2.239, com leve valorização semanal de 0,1%, segundo dados da CoinGecko.
A capitalização total do mercado cripto recuou 2,5% em 24 horas, para US$ 2,57 trilhões. O Bitcoin concentrava 59,2% desse valor, com capitalização individual de aproximadamente US$ 1,53 trilhão. Entre outros ativos relevantes, Solana caiu 6% na semana, para US$ 90,20, enquanto XRP perdeu 5,8%, chegando a US$ 1,18.
ETFs de Bitcoin e Ethereum registram saídas expressivas
Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista nos Estados Unidos apresentaram fluxos instáveis ao longo da semana. Em 2 de novembro, houve saída líquida de US$ 398,6 milhões, segundo a TFTC. No dia 3, a Farside Investors registrou retiradas de US$ 115,6 milhões. O fundo IBIT, da BlackRock, perdeu US$ 95 milhões, enquanto BITB e FBTC receberam, respectivamente, US$ 21,9 milhões e US$ 6,8 milhões.
Em 4 de novembro, o saldo voltou a ficar positivo, com entrada líquida de US$ 74,6 milhões. O FBTC, da Fidelity, recebeu US$ 236,7 milhões, enquanto o IBIT registrou saída de US$ 201,2 milhões. No dia seguinte, porém, os ETFs de Bitcoin sofreram retiradas líquidas de US$ 430,2 milhões, incluindo saídas de US$ 199,9 milhões do FBTC e US$ 105 milhões do IBIT.
Os ETFs de Ethereum também enfrentaram dificuldades. Em 2 de novembro, registraram saída de US$ 140 milhões, dos quais aproximadamente US$ 138 milhões vieram do ETHA, da BlackRock. No dia 3, as retiradas somaram US$ 85,3 milhões, marcando o sétimo pregão consecutivo de saídas, segundo a Farside Investors.
Em 4 de novembro, os fundos de Ethereum conseguiram atrair US$ 53,02 milhões, encerrando uma sequência de cinco pregões de saídas líquidas. A recuperação, entretanto, não durou: em 5 de novembro, os 11 produtos analisados registraram retiradas totais de US$ 99,97 milhões. A maior parte veio do ETHA, com US$ 75,2 milhões, e do ETHB, com US$ 21,99 milhões. ETFs de Solana e Avalanche também tiveram saídas líquidas de US$ 1,18 milhão e aproximadamente US$ 841 mil, respectivamente.
Indicadores americanos e volatilidade pressionam o Bitcoin
Os indicadores econômicos dos Estados Unidos contribuíram para as oscilações dos ativos digitais. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego chegaram a 189 mil, abaixo da previsão de 196 mil e no menor patamar desde meados de julho de 2026.
Em 5 de novembro, após a divulgação do indicador, o Bitcoin chegou a superar temporariamente US$ 80.500, mas voltou a ficar abaixo de US$ 80 mil. O ativo chegou a ser negociado próximo de US$ 79.356, com alta de 1,3% em 24 horas naquele momento.
O cenário mudou com a queda das bolsas americanas. Preocupações relacionadas à desaceleração do setor de inteligência artificial, em meio ao contexto político após as eleições legislativas de meio de mandato, acompanharam uma retração de 5,5% do Nasdaq Composite e de aproximadamente 4,4% do S&P 500. O Bitcoin também recuou.
Em 6 de novembro, o Nasdaq avançou 1,1% e o S&P 500 subiu 0,3%, enquanto o Dow Jones caiu 0,45%. O Bitcoin permaneceu relativamente estável, oscilando entre US$ 75.750 e US$ 76 mil. Além disso, o relatório de emprego de outubro apontou a criação de 165 mil vagas, muito acima das 65 mil esperadas. A probabilidade de aumento dos juros pelo Federal Reserve em dezembro, estimada em cerca de 70% durante a queda dos mercados no dia 5, voltou a subir para 77%.
Binance detalha ataque cibernético de US$ 6,3 bilhões
A segurança das plataformas de criptomoedas também esteve no centro das atenções após a Binance divulgar detalhes de um ataque ocorrido em 29 de outubro. Segundo a empresa, aproximadamente US$ 6,3 bilhões em ativos digitais foram retirados de carteiras a partir das 20h05 UTC. A operação foi contida às 0h10 UTC do dia seguinte.
A Binance informou que conseguiu congelar ou recuperar cerca de US$ 2,85 bilhões. Aproximadamente 98% dos tokens afetados foram cobertos com recursos da própria empresa.
O diretor de segurança da companhia afirmou que hackers ligados à Coreia do Norte utilizaram uma falsa entrevista de emprego para infectar um engenheiro com um programa malicioso. Em seguida, exploraram a funcionalidade EIP-7702 do Ethereum para assumir o controle de uma carteira quente, utilizada para operações conectadas à internet. O FBI atribuiu o ataque à Coreia do Norte.
Samsung Wallet amplia integração com Solana
Enquanto o mercado enfrenta instabilidade, iniciativas de integração entre criptomoedas e serviços financeiros tradicionais continuam avançando. Em 5 de novembro, a Samsung Wallet lançou uma funcionalidade de contas em stablecoins para usuários elegíveis de dispositivos Galaxy nos Estados Unidos.
Com a novidade, esses consumidores podem comprar, armazenar e transferir USDC pela rede Solana. O público potencial corresponde a aproximadamente 82 milhões de dispositivos nos Estados Unidos. A custódia dos ativos ficará a cargo da Bastion, empresa licenciada, enquanto a Coinbase atuará como subcustodiante por meio do Coinbase Prime Vault.
Também em 5 de novembro, a gestora Schroders anunciou, em parceria com a Centrifuge, a disponibilização na Solana de sua estratégia de títulos de mercados emergentes, denominada Schroder International Selection Fund Emerging Markets Bond. A Schroders administra aproximadamente US$ 1,1 trilhão em ativos, mas não divulgou o montante destinado à estratégia baseada em blockchain.
Solana alerta validadores sobre vulnerabilidade crítica no Linux
A infraestrutura da Solana também recebeu um alerta de segurança. A Anza, empresa especializada no desenvolvimento da rede, e a Solana Foundation comunicaram aos validadores da versão beta da mainnet uma vulnerabilidade crítica no kernel Linux, identificada como CVE-2026-98432 e classificada com pontuação CVSS de 9,8.
A falha, presente desde o kernel 4.4, lançado em 2016, envolve um problema do tipo use-after-free durante o estabelecimento de conexões TCP sobre IPv4. Entre os sistemas afetados estão Ubuntu 22.04, 24.04, 26.04 e 26.10.
Até a disponibilização de uma correção, as organizações recomendaram medidas temporárias de proteção, incluindo o bloqueio de pacotes de opções IPv4 por meio do nftables e a desativação do MPTCP e da funcionalidade de transferência de sockets de solicitação TCP.
Relatório da Glassnode aponta mudança nos fluxos de ETFs
Em seu relatório semanal referente à semana encerrada em 1º de novembro, a Glassnode informou que o Bitcoin terminou o período com desvalorização próxima de 2%. Na segunda-feira seguinte, o ativo era negociado perto de US$ 78 mil. Segundo a análise, a queda registrada na quinta-feira havia consolidado a perda do patamar de US$ 80 mil.
O levantamento também identificou uma mudança nos fluxos dos ETFs americanos de Bitcoin à vista: o saldo passou de uma saída líquida de US$ 247,3 milhões para uma entrada de US$ 46,7 milhões. O volume de negociação associado aos fundos aumentou 21,6%, alcançando US$ 13,1 bilhões, enquanto o indicador MVRV chegou a 1,43.
Os dados mostram um mercado marcado por oscilações de preços, retiradas expressivas de fundos institucionais e preocupações com segurança cibernética. Ao mesmo tempo, a entrada de serviços financeiros e gestores tradicionais em redes blockchain indica que a expansão da infraestrutura cripto continua, mesmo em um ambiente de maior incerteza.
Preços dos principais criptoativos em 7 de novembro, às 9h30 (horário da Coreia do Sul): Bitcoin: US$ 75.860, com queda semanal de 1,4%; Ethereum: US$ 2.239, alta de 0,1%; Solana: US$ 90,20, queda de 6%; Avalanche: US$ 8,33, queda de 1,6%; XRP: US$ 1,18, queda de 5,8%; e BNB: US$ 693, queda de 1%. Os valores representam o momento da consulta à CoinGecko.
Este levantamento reúne dados públicos e informações divulgadas pelas fontes citadas. Não constitui recomendação de investimento. Criptoativos apresentam elevada volatilidade e podem provocar perdas do capital investido.
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