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Comparação não representa participação de mercado
O volume de perguntas que acionam buscas na web dentro do ChatGPT equivale hoje a cerca de um quinto de todas as pesquisas feitas no Google, segundo a OpenAI. O dado foi apresentado por Adam Fry, responsável pelos produtos do ChatGPT voltados ao consumidor, durante um evento realizado no dia 3, em Nova York.
A empresa considera apenas as consultas em que o ChatGPT efetivamente recorre à internet. Perguntas respondidas sem pesquisa externa, como explicações de termos ou orientações gerais de uso, ficam fora da contagem.
Por isso, o percentual de aproximadamente 20% não corresponde ao total de comandos enviados ao ChatGPT nem indica que a plataforma tenha essa fatia do mercado de buscadores. A OpenAI também não informou a fonte dos dados do Google usados na comparação nem detalhou o método de cálculo. O Google afirmou no ano passado que processa mais de 5 trilhões de pesquisas por ano em todo o mundo.
ChatGPT supera 1,2 bilhão de usuários semanais
O ChatGPT ultrapassou 1,2 bilhão de usuários ativos por semana, ante 1 bilhão dois meses antes. A OpenAI não revelou quantas dessas pessoas usam o serviço especificamente para procurar informações.
Os recursos multimodais também ganharam escala. As funções de voz são utilizadas semanalmente por 250 milhões de pessoas, enquanto a plataforma gera 1,5 bilhão de imagens por semana. Criado inicialmente com forte uso em tarefas de escrita e programação, o ChatGPT passou a receber mais perguntas que antes seriam direcionadas a mecanismos tradicionais de busca.
Uma pesquisa do Pew Research Center divulgada neste ano apontou que 42% dos adultos americanos entrevistados já haviam usado inteligência artificial para buscar informações, a finalidade mais comum entre as ferramentas de IA generativa. Entre trabalhadores, 38% disseram ter usado IA no trabalho. No total da amostra, 44% já haviam experimentado o ChatGPT, contra 24% do Gemini, do Google.
Disputa avança para experiência e publicidade
O Google vem incorporando inteligência artificial generativa ao buscador por meio de resumos automáticos, resultados personalizados, visualizações e gráficos. A empresa afirma que essas ferramentas ampliaram a atividade de pesquisa. Sundar Pichai, presidente-executivo da Alphabet, declarou no ano passado que as consultas no Google continuaram crescendo apesar do avanço dos chatbots e defendeu que a competição não é um jogo de soma zero.
A OpenAI, por sua vez, aposta em respostas com elementos visuais e interativos, conceito chamado pela empresa de interface inteligente. Fry afirmou que o futuro da tecnologia será semelhante a uma conversa com uma tela dinâmica.
A disputa também envolve modelos de receita. No mês passado, a OpenAI anunciou que passaria a exibir imagens de produtos e serviços patrocinados no ChatGPT, ampliando um formato que já incluía nome da empresa, logotipo e link. Segundo Fry, os anúncios não prejudicaram o uso do produto, e a maioria dos usuários não parece ter demonstrado grande incômodo.
Busca foi aberta gradualmente
A busca do ChatGPT foi lançada em 31 de outubro de 2024, inicialmente para assinantes dos planos Plus e Team e participantes da lista de espera do SearchGPT. O recurso pode ser acionado automaticamente, dependendo da pergunta, ou manualmente pelo usuário.
Em 16 de dezembro de 2024, a função chegou a todos os usuários conectados nas regiões atendidas. Desde 5 de fevereiro de 2025, também pode ser usada sem cadastro nesses mercados. A comparação mostra a velocidade do avanço da OpenAI em um setor no qual rivais históricos tiveram dificuldade para ganhar espaço: Satya Nadella, presidente-executivo da Microsoft, afirmou em 2023 que o Bing detinha cerca de 3% do mercado de buscas, mesmo após mais de uma década de investimentos.
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