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Campanha atenderá crianças de 6 meses a 11 anos
A Coreia do Sul começará em 11 de novembro a vacinação nacional contra a Covid-19 de bebês e crianças de alto risco, com idades entre 6 meses e 11 anos. Segundo a Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia, responsável pela saúde pública no país, as doses estarão disponíveis até 30 de abril de 2027.
A campanha utilizará a vacina Moderna XFG destinada ao público pediátrico. Como não havia no país um imunizante contra a Covid-19 autorizado para menores de 12 anos, o Ministério de Segurança de Alimentos e Medicamentos aprovou, em 28 de outubro, a importação emergencial do produto. Por isso, nesta etapa, apenas crianças enquadradas nos grupos de maior risco poderão receber a vacina.
Quem poderá receber a vacina
Serão atendidas crianças imunossuprimidas ou internadas e acolhidas em instituições consideradas vulneráveis a surtos, como hospitais e unidades de longa permanência, centros de saúde mental e instalações residenciais para pessoas com deficiência ou em situação de rua. A idade será calculada com base na data da vacinação.
Entre 6 meses e 4 anos, são elegíveis pacientes com comprometimento grave do sistema imunológico, incluindo crianças em tratamento contra câncer, submetidas a transplante de órgãos, medula óssea ou células-tronco, em terapia CAR-T ou que utilizem doses elevadas de esteroides ou medicamentos imunossupressores. Também estão incluídos casos de imunodeficiência grave, HIV e doenças crônicas pulmonares, cardíacas, hepáticas, renais ou neuromusculares, além de condições como paralisia cerebral grave e síndrome de Down quando há necessidade frequente de auxílio nas atividades cotidianas.
A partir dos 5 anos, os critérios abrangem, entre outros casos, tratamento de tumores ou cânceres hematológicos, uso de imunossupressores após transplante, transplante de células-tronco realizado há menos de três anos, terapia CAR-T e imunodeficiências congênitas, como as síndromes de DiGeorge e Wiskott-Aldrich. Crianças em condições equivalentes também poderão ser vacinadas por indicação médica.
Esquema depende do histórico de vacinação
O número de aplicações será definido conforme as doses contra a Covid-19 já recebidas, com limite de duas nesta campanha. Crianças que nunca foram vacinadas deverão tomar duas doses, com intervalo de quatro a oito semanas. Quem recebeu apenas uma dose deverá completar o esquema básico, respeitando o intervalo mínimo indicado para o imunizante usado anteriormente.
Para quem já completou o esquema inicial — duas doses da Moderna, duas doses pediátricas da Pfizer ou três doses da Pfizer para bebês — a aplicação anual deverá ocorrer com intervalo mínimo de três meses. Crianças imunossuprimidas poderão receber duas doses por ano. As famílias deverão consultar a equipe médica para definir o calendário adequado.
Documentos e cuidados após a aplicação
Os postos credenciados poderão ser consultados no portal de vacinação da agência sul-coreana. Os responsáveis deverão apresentar documentos que comprovem a condição de saúde ou o acolhimento institucional, como laudo, parecer médico ou declaração da unidade. A documentação poderá ser dispensada quando o médico responsável pela aplicação reconhecer a condição de imunossupressão.
Depois da vacina, a orientação é permanecer no local por 20 a 30 minutos para observar possíveis reações e descansar ao retornar para casa. O diretor da agência, Lim Seung-kwan, pediu a adesão das famílias para proteger durante o inverno crianças com maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Vacinação de idosos continua
A campanha para pessoas com 65 anos ou mais também está em andamento. Até as 18h de 4 de novembro, cerca de 3,91 milhões de idosos haviam sido vacinados na temporada 2026-2027, o equivalente a 34,2% da população dessa faixa etária.
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