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Autoridades monitoram trabalhadores por dez dias
A Coreia do Sul confirmou o primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade em aves de criação na temporada 2026-2027. O vírus foi identificado em 4 de novembro em uma granja do condado de Yeoncheon, na província de Gyeonggi, que circunda Seul. As aves da propriedade foram abatidas como medida sanitária.
A Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia, conhecida pela sigla KDCA, enviou uma equipe ao local e iniciou, em conjunto com as autoridades municipais, ações para evitar infecções em seres humanos. O vírus já havia sido detectado nesta temporada em aves silvestres e em um gato-leopardo, mamífero selvagem encontrado na Ásia, mas esta foi a primeira confirmação entre aves de granja.
Funcionários da propriedade e pessoas envolvidas no abate sanitário foram classificados como grupo de maior risco. As autoridades verificaram o uso de equipamentos de proteção individual e a situação da vacinação contra a gripe sazonal, além de orientar os trabalhadores sobre medidas preventivas. A saúde dos envolvidos será acompanhada durante dez dias, prazo máximo considerado para a incubação da doença.
Até o momento, a Coreia do Sul não registrou casos humanos de gripe aviária. Também não foram identificados sintomas suspeitos entre os funcionários da granja de Yeoncheon.
Quem apresentar febre, dores musculares, tosse, sintomas respiratórios, vermelhidão nos olhos ou outros sinais oculares nos dez dias seguintes à exposição deverá procurar a unidade de saúde pública local. Casos registrados no exterior mostram que a infecção pode provocar apenas sintomas leves nos olhos, sem manifestações respiratórias.
Transmissão entre pessoas é considerada rara
A gripe aviária em seres humanos é uma infecção respiratória aguda provocada principalmente por vírus influenza do tipo A. Entre os subtipos conhecidos estão H5N1, H7N9, H5N6 e H9N2. Na Coreia do Sul, a doença integra a categoria mais elevada da lista oficial de enfermidades infecciosas de notificação obrigatória.
O contágio pode ocorrer pelo contato com aves, mamíferos infectados, secreções, fezes, resíduos animais ou objetos contaminados. Galinhas e patos são os principais animais afetados, mas o vírus também já ultrapassou a barreira entre espécies e foi encontrado em mamíferos, incluindo gado leiteiro.
A transmissão entre seres humanos é considerada extremamente rara, embora as autoridades acompanhem o risco de mutações capazes de facilitar esse processo. O período de incubação costuma variar de dois a sete dias e pode chegar a dez. Os sintomas mais comuns são febre, tosse, dor de garganta e dores musculares, além de conjuntivite, vermelhidão e desconforto nos olhos. Segundo os dados apresentados pela agência sul-coreana, o subtipo H5N1 tem letalidade de aproximadamente 48% entre os casos humanos identificados.
O governo afirma que adota medidas preventivas assim que um foco é confirmado em animais. Pessoas com suspeita de infecção devem passar por diagnóstico rápido e podem receber antivirais e ser colocadas em isolamento. O país também mantém estoques desses medicamentos e coordena a vigilância entre órgãos de saúde, agricultura, inspeção veterinária e proteção da fauna silvestre.
Brasil está em lista sul-coreana de vigilância sanitária
O Brasil figura entre as áreas classificadas pela Coreia do Sul como prioritárias para o controle de viajantes no quarto trimestre de 2026, ao lado de Bangladesh e Camboja, de partes dos Estados Unidos e de diferentes províncias e municípios da China. A relação é usada pelas autoridades coreanas para reforçar a vigilância sobre pessoas que estiveram em locais com registros de infecção humana por gripe aviária.
Viajantes procedentes dessas áreas recebem mensagens com orientações de prevenção. Caso desenvolvam febre, tosse ou outros sintomas suspeitos depois de chegar à Coreia do Sul, devem entrar em contato com o número 1339, canal de orientação sanitária do país, ou com uma unidade pública de saúde. Durante o período de incubação, profissionais de saúde também podem consultar o histórico de viagens internacionais nos sistemas médicos coreanos.
Risco para a população geral permanece baixo
A KDCA avalia que o risco de infecção para a população em geral é baixo, já que a maioria das pessoas não mantém contato com aves silvestres nem com propriedades atingidas pela doença. Não há no país uma vacina comercial contra a gripe aviária destinada a seres humanos; o tratamento é feito com medicamentos antivirais.
As recomendações incluem lavar as mãos com frequência, evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização e não se aproximar de aves doentes, carcaças, fezes, gatos de rua ou outros animais que possam estar infectados. Carne de frango deve ser bem cozida, enquanto leite e derivados devem ser consumidos apenas quando pasteurizados ou esterilizados.
A agência orienta ainda que qualquer contato com animais suspeitos seja evitado. Quando a exposição for indispensável, trabalhadores devem utilizar corretamente os equipamentos de proteção individual. O diretor da KDCA, Lim Seung-kwan, afirmou que a Coreia do Sul continuará reforçando a prevenção nos locais afetados e a cooperação entre órgãos nacionais e governos locais.
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