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Lançada pela Netflix em dezembro de 2023, “Gyeongseong Creature” combina mistério histórico, terror e ação para contar uma história de monstros que atravessa quase oito décadas. Estrelada por Park Seo-jun e Han So-hee, a produção sul-coreana tem duas temporadas, com 17 episódios no total.
Um monstro nasce na Gyeongseong ocupada
A primeira temporada se passa na primavera de 1945, quando Seul ainda era chamada de Gyeongseong e a Coreia estava sob domínio colonial japonês. Park Seo-jun interpreta Jang Tae-sang, proprietário da casa de penhores Geumokdang e figura conhecida por sua rede de informações. Han So-hee vive Yoon Chae-ok, especialista em localizar pessoas desaparecidas.
Os dois chegam ao Hospital Ongseong, onde descobrem experimentos biológicos secretos realizados por militares japoneses e uma criatura produzida a partir de testes em seres humanos. A luta pela sobrevivência se mistura à violência contra civis e à resistência de integrantes do movimento de independência coreano.
O elenco da primeira fase também inclui Claudia Kim como Maeda Yukiko, Kim Hae-sook no papel de Nawol, Jo Han-chul como Yoon Jung-won e Wi Ha-jun como Kwon Jun-taek. O roteiro é de Kang Eun-kyung, com direção de Jung Dong-yoon, Roh Young-sub e Cho Young-min. Studio Dragon, Baram Pictures e Kakao Entertainment assinam a produção.
Os dez episódios da temporada foram divididos em duas partes: os sete primeiros chegaram ao catálogo em 22 de dezembro de 2023, e os três restantes foram lançados em 5 de janeiro de 2024. A trilha musical foi conduzida pelo compositor Kim Tae-seong.
Da ocupação japonesa à Seul contemporânea
A segunda temporada, lançada integralmente em 27 de setembro de 2024, transfere a trama para a Seul atual. Park Seo-jun passa a interpretar Jang Ho-jae, um homem fisicamente parecido com Tae-sang, enquanto Han So-hee retorna como Yoon Chae-ok. O encontro entre os dois reabre relações e destinos que não foram encerrados em 1945.
Lee Moo-saeng interpreta o líder dos Kurokos, grupo de elite ligado à empresa Jeonseung Biotech, e Bae Hyeon-seong vive Seung-jo, personagem dotado de habilidades especiais. A temporada tem sete episódios.
A produção da primeira fase havia sido anunciada em janeiro de 2022, com as filmagens concluídas em outubro daquele ano. A Netflix confirmou a continuação em novembro de 2022 e revelou, em janeiro de 2024, que os novos capítulos seriam ambientados no presente.
Alcance internacional
Três dias depois da estreia, a primeira temporada chegou ao primeiro lugar entre os títulos da Netflix na Coreia do Sul. Também alcançou a terceira posição no ranking semanal global de séries de língua não inglesa e permaneceu por três semanas no top 10 da plataforma, com repercussão em 20 países, entre eles Índia, Filipinas, Singapura, Tailândia e Taiwan.
Com a chegada da segunda temporada, a fase inicial voltou ao ranking global e ocupou o segundo lugar entre as produções televisivas de língua não inglesa. A série ainda apareceu na sétima posição entre os programas mais pesquisados no Google nas Filipinas em 2024.
No TMDb, a produção registra nota 7,944, baseada em 339 votos. No Rotten Tomatoes, 92% das 12 críticas reunidas sobre a primeira temporada são positivas, com média de 7,3 pontos em dez.
História, horror e recepção desigual
O pano de fundo histórico remete à Unidade 731, organização secreta do Exército japonês que realizou experiências com armas biológicas e químicas em civis durante a Segunda Guerra Mundial. A série transforma esse passado no Hospital Ongseong e na criatura gerada por experimentos humanos.
A combinação de drama de época e horror recebeu avaliações variadas. Chase Hutchinson, do Collider, deu nota 5 de 10 e considerou que a série não desenvolve seus elementos mais promissores. Jonathan Wilson, do Ready Steady Cut, destacou a eficiência da combinação de componentes conhecidos e o alto padrão de produção.
Joel Keller, do Decider, identificou uma boa história em meio à atmosfera sombria, mas demonstrou dúvida sobre a capacidade da temporada de manter o foco. Brian Lowry, da CNN Entertainment, avaliou que a produção talvez não alcançasse a audiência de “Round 6”, mas poderia superá-la em valor de entretenimento. Outros comentários elogiaram a união de suspense e romance, além dos cenários e figurinos inspirados nos anos 1940.
A recepção da segunda temporada foi mais fria. Lee Yoon-seo, do Korea Herald, considerou que o ritmo acelerado e a ênfase na ação enfraqueceram detalhes importantes e dificultaram a exposição do impacto da ocupação japonesa sobre a Coreia contemporânea. Pierce Conran, do South China Morning Post, deu 1,5 ponto em cinco e criticou o excesso de elementos envolvendo a Seul moderna, superpoderes e novos antagonistas. Já Rhian Daly, da NME, atribuiu três estrelas em cinco: elogiou a velocidade e as reviravoltas, mas avaliou que a premissa não oferece novidades suficientes.
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