Presidente defende recuperar comando em tempos de guerra
As buscas por “armas nucleares” cresceram na Coreia do Sul após o presidente Lee Jae-myung mencionar o arsenal da Coreia do Norte ao defender, em 19 de outubro, a recuperação antecipada do controle operacional das forças sul-coreanas em caso de guerra.
Em encontro com jornalistas na Casa Azul por ocasião dos 500 dias de governo, Lee afirmou que as negociações com os Estados Unidos avançam no sentido da devolução do chamado controle operacional em tempo de guerra. Segundo ele, não é possível manter indefinidamente sob responsabilidade de outro país uma função diretamente ligada à soberania militar.
Ao comentar a capacidade de defesa sul-coreana, o presidente reconheceu que a Coreia do Norte possui armas nucleares, mas questionou se esse tipo de armamento seria empregado em combates convencionais. Lee classificou o arsenal nuclear norte-coreano como uma opção de “última defesa”. A repetição dessas declarações em manchetes e alertas de última hora ajudou a elevar o interesse pelo tema nos mecanismos de busca.
Seul e Washington discutem condições
Coreia do Sul e Estados Unidos acertaram em 2015 três condições para a transferência do controle: capacidade sul-coreana de liderar a defesa conjunta, preparo para responder às ameaças nuclear e de mísseis da Coreia do Norte e avaliação do ambiente de segurança na península e na região.
O general Xavier Brunson, comandante das Forças dos Estados Unidos na Coreia e do Comando das Nações Unidas, afirmou em um seminário em Washington, no dia 14, que mudanças no cenário e nos planos criaram novos parâmetros a serem cumpridos. Em maio, ele havia apontado o primeiro semestre de 2029 como possível prazo para a transferência.
O governo sul-coreano, por sua vez, avalia que o processo poderia ocorrer já no próximo ano se os procedimentos anteriormente acordados forem seguidos. Lee disse agradecer a disposição dos Estados Unidos de verificar as capacidades militares do país, mas sustentou que essa é uma tarefa que a própria Coreia do Sul deve assumir.
Comparação militar alimenta debate nuclear
Lee afirmou ainda que a Coreia do Sul ocupa a quinta posição mundial em poder militar convencional, quando excluídas as forças nucleares, e que seus gastos com defesa equivalem a cerca de 1,5 vez o Produto Nacional Bruto anual da Coreia do Norte. A referência direta às armas nucleares surgiu justamente ao responder sobre o peso desse arsenal na comparação entre os dois países.
O interesse pelo assunto também aparece no consumo de vídeos. Em sete dias, duas publicações sobre o míssil sul-coreano Hyunmoo-5 e a capacidade militar do país sem armas nucleares alcançaram cerca de 1,22 milhão e 911 mil visualizações. No Naver Clip, um vídeo sobre a possibilidade de a Coreia do Sul produzir uma arma nuclear em um mês chegou a 1,377 milhão de visualizações.
Entre os termos relacionados que ganharam destaque estavam “armas nucleares da Coreia do Norte”, “armas nucleares da Coreia do Sul”, “países com armas nucleares”, “princípio de funcionamento de armas nucleares” e “poder das armas nucleares norte-coreanas”.
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